segunda-feira, 28 de março de 2011

A Liberdade

A relva

manto de veludo estendido

 

Burgueses

gordos sebentos

tragam o sangue de Deus

 

Orgias, sob cúpulas douradas

 

Loucos

velhos avarentos

diversão de crianças

tudo se mantém

 

No declínio da noite

uma criança descalça

 

Almas sem valor

 

Uma ave

morte

dor

lágrimas

sofrimento

 

Olho o filme

tento-o compreender

de repente

 

Uma porta

medo

uma luz

dia

liberdade.

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