Do pouco da minha
miséria, trago esta
túnica que irei
estender a teus pés.
Tudo recomeça
e eu deixar-te-ei
leva-me para a
cama
ama-me
embriaga-me.
Amanhã não
serei mais eu.
A AVENIDA
Sigo pela avenida
os cafés recolhem
as mesas
esplanadas frias
já sem ninguém
já sem sentido
chuis fazem cumprir a lei
com varinhas de condão.
Na janela
um rosto
imagem distorcida
uma carabina
um tiro
no frio da noite uma imagem gélida
sigo em frente
pela estrada de asfalto
rumo á indiferença.
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