E este manto de seda azul, que em
teus lábios húmidos reflecte aquilo
que vai em teu coração. Serás cinza
de um amor que não existe? Mas
não, tu és suave, pura e meiga.
Teus olhos brilham sonhadoramente,
á tardinha de um dia de verão.
E eu assim enlouquecido, faço de
ti razão do meu viver, e tuas mãos
carinhosas, que me afagam o rosto,
em tardes dolorosas, são para
mim, somente, a razão do meu
viver. Mas se tudo isto é uma
quimera, uma ilusão, porque será
bom? Sim, talvez não tenha fim.
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