domingo, 19 de agosto de 2012

Ser

E no infinito do teu ser, oiço murmúrios de uma voz magoada, no meio de um silêncio puro e perfeito.

Lábios sedentos de um beijo olham-me cegos do meu ser e minha alma perdida na nostalgia de uma noite invernosa

caminha para junto do teu eu.

E junto à relva eu me encontrei, a ouvir os murmúrios de um ribeiro e a pensar nos teus olhos cor de violeta como estrelas,

na tua face terna e suave e nos teus cabelos de oiro fino que brilham ao luar de uma noite que encerra grandes mistérios.

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