vim domar o teu corpo ó cadela
que encerra os pecados do meu povo
no incurável fastio do teu beijo
aprisionas as almas no teu covo
busco nos teus sonhos os devaneios
que pairam sobre ti, assim ignotos
sonhos negros, pejados de enleios
que encerram os segredos dos meus mortos
e mesmo dos marcados pela idade
o vício de ti destrói a nobreza
enquanto te passeias pela cidade
e envolto no meu negro sudário
abro o meu coração ao crime
torno-me um vigilante solitário
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